quinta-feira, 22 de janeiro de 2015


Como posso ser tão dispare
e ainda assim ser eu,
com tantos desses conflitos
que atormentam minh’alma,
ferindo-me o coração
e abalando-me o amor?!
Desejei ser mil pessoas
e ao final não sou ninguém.
Minhas opções se foram
e hoje vou levando a vida
e por ela sou levado.
Os melhores sentimentos
junto aos maus vivem em mim.
Tenho grandes intenções,
porém pouca é a ação.
Justo sempre eu quis ser,
egoísta sou, no entanto.
Sempre quis ter um amor,
mas não fui capaz de amar.
Quis eu perdoar a todos,
entretanto sou juiz.
Anseio ser caridoso
e nem sempre eu partilho.
Quero estar com outros homens,
porém amo a solidão.
Esta terra tão diversa
chama-me a correr o mundo,
no então é em meu quarto
e em silêncio é que me encontro.
Conversar com Deus eu quero,
para orar falta-me ânimo.
Sinto em mim tantas virtudes
sufocadas por meus vícios.
‘Inda assim tenho esperança
de vencer-me a mim mesmo
e por pouco que o seja
ser o que minh’alma enseja.

                                     

Nenhum comentário:

Postar um comentário