domingo, 25 de janeiro de 2015


Quantos olhos ao partirem avistaram
o cenário que os meus olhos hoje vêem
do convés da nau que vai-se afastando,
deixando atrás de si talvez o amor,
levando – quem o sabe? – uma esperança.

Os olhos marejados de saudades,
brilhantes olhos buscando o futuro,
mas sempre olhos espelhando a alma.

A terra, aos poucos, torna-se distante,
perdendo a forma a cidade vai;
no horizonte somem as montanhas
e logo, do convés, se avista o mar,
o mar, apenas mar, imenso mar,
e tudo o que se deixa ou se leva,
ante o oceano ínfimo parece.

O mar, mais do que a terra, dá-nos conta
de nossa pequenez ante o Universo.


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