quinta-feira, 22 de janeiro de 2015



Quisera eu, Senhor, poder dormir,
o meu corpo cansado em Ti achegar
como criança no colo da mãe,
que as dores deste mundo não conhece.

Mas eu carrego um peso sobre os ombros,
que a vida, aos poucos, a mim foi impondo,
deixando de fel gosto em minha boca
e o meu corpo curvado como um velho.

Devolva-me, ó Deus, o meu sorriso,
os meus traços suaves de outrora
e a expressão que eu tinha de menino,
que inocente cria neste mundo.

No entanto, passa o tempo e não volta,
meu corpo jamais o mesmo será,
mas para Ti ainda sou criança.
Embala-me! Que eu possa repousar.

                                             

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