Exercite, ao viajar, a caminhada
pelas ruas, pelas praças, avenidas,
mas caminha devagar como se o tempo
estivesse totalmente a teu dispor.
O turista corre de um ponto a outro,
sem parar e admirar o que ele vê –
fotografando tudo o que há à sua frente −
no entanto, pouco fica em seu ser.
Busque ter olhos e alma de viajante,
percorrendo as sendas que abrem-se a ti
e descobrirás segredos de lugares
que nenhum turista há de conhecer.
Nas cidades, vá andando e contemplando
dos edifícios a sua arquitetura,
os detalhes os quais únicos os torna
e que só os viajantes os descobrem.
Entre em igrejas que surgindo vão,
sem ter medo do sagrado que ali há,
e ao Senhor se elevará o teu espírito
pela força do talento de outros homens.
E cobicem os teus olhos os detalhes,
como placas fixadas junto a portas
e descobrirão ilustres do passado
que um pouco de sua história lá deixaram.
O viajante não procura tudo ver,
porém o visto p’ra sempre traz consigo,
porque não se limitou a um olhar,
mas o fez usando todos os sentidos.
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