Tenho servido a Deus e aos meus irmãos
e o faço com sincera alegria,
mas há dentro de mim outros talentos
que fazem-me ter alma de artista.
Por isso, minha vida é dividida
entre anular-me em nome de Deus
e realizar-me como um poeta,
vivendo em função da poesia.
O belo, que é engenho do humano −
engenho doado pelo próprio Deus −
a mim cativa e sinto-o em meu ser
e contemplá-lo faz-me mais humano.
Embora eu queira só servir a Deus,
como do ar preciso de mi’a arte
e se a renego sinto um vazio
que me separa de Deus e do humano.
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