Estou, Sophia, a ler os teus
poemas
e uma sensação a mim domina:
que a musa que te inspirou um dia
aos meus ouvidos versos vem
soprar.
Os teus poemas soam conhecidos,
como se os conhecesse desde
sempre
e tão intimamente que parecem-me
que eu é que um dia os escrevi.
E olhando para alguns versos
meus,
eu não os reconheço como
próprios,
mas como se os tivesse copiado
de algum caderno teu posto
esquecido.
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