quinta-feira, 12 de novembro de 2015


Estou, Sophia, a ler os teus poemas
e uma sensação a mim domina:
que a musa que te inspirou um dia
aos meus ouvidos versos vem soprar.

Os teus poemas soam conhecidos,
como se os conhecesse desde sempre
e tão intimamente que parecem-me
que eu é que um dia os escrevi.

E olhando para alguns versos meus,
eu não os reconheço como próprios,
mas como se os tivesse copiado
de algum caderno teu posto esquecido.


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