quinta-feira, 12 de novembro de 2015



Eu amo a minha vida e agradeço
por tudo aquilo que o bom Deus me deu.
O que eu sou, eu devo à minha história
e às situações por que passei.

No entanto, eu sonho este meu presente
andando pelas ruas de Lisboa –
sorvendo a cultura lusitana –,
que é o alpendre artístico da Europa.

Se sinto que a minha pátria é outra,
também é outro o tempo desejado:
a mim atrai a geração perdida,
que reuniu-se um dia em Paris.

Foi dado a mim este tempo presente,
mas sinto-me apartado de tod’arte,
no entanto a artista-alma que há em mim
viaja livre pelo tempo e espaço.


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