Os poetas da geração perdida –
também Pessoa na sua Lisboa –
sentavam-se à mesa de um café
e punham-se por horas a criar,
também a discutir a vida e a arte.
Perdida é a minha geração,
perdido cada um no próprio ego,
sem partilhar ao menos uma estética,
vivendo o seu engenho no egoísmo.
Eu, fruto dessa geração do ego,
sozinho estou sentado a uma mesa,
num shopping, rodeado de pessoas,
e sem ao menos uma companhia,
vou escrevendo versos p’ra ninguém.
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