quinta-feira, 22 de janeiro de 2015


Certo dia eu cantei minha casa,
um pequeno espaço em meio ao verde,
no qual estão guardadas emoções
daquilo que vivi e conheci.
São livros e pinturas e lembranças
de minha vida e de mi’as viagens
que se assemelham quase a um museu
criado ao longo da minha vida.
Quando desejo estar a sós comigo,
fugindo às angústias do presente,
escapo para o meu pequeno espaço,
a recordar mui fatos do passado.
Ali também me ponho a orar,
a conversar com Deus sobre o que sinto,
buscando Nele paz e esperança
que a lida diária em mim sufoca.
Parece ser tão pouco o que tenho,
porém sou apegado a esse pouco
e nele encontro um porto seguro,
no qual atraco mais do que em Deus.

Estava triste eu em oração
quando ouvi em mim a voz de Deus
dizendo-me: “Esvazia este espaço,
pois quero nele te dar uma festa”.
Chorei por tal pedido feito a mim,
a renunciar ao pouco que me resta.
No entanto, compreendi que essa renúncia
não é sadismo da parte de Deus,
nem sinal de que me quer infeliz.
Enquanto apegado eu estiver
a tudo aquilo que é passageiro,
a receber eu não estarei pronto
a perfeita alegria preparada
por Deus a quem confia em Sua Palavra.

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