Sinto dentro de mim que sou poeta
e o mundo que eu vejo é poesia,
por isso que eu saio pelo mundo
buscando onde viveram os poetas.
Conheço onde andaram, no passado,
Pessoa, Neruda e também Lorca,
mas onde estes gigantes lá passaram,
ficaram suas marcas, mas não eles.
As musas que um dia os inspiraram
partiram à procura de outras mãos
e talvez vaguem pelo mundo afora;
eu saio com o intento de encontrá-las.
Às vezes sinto que uma encontrei:
é quando brota em mim algum poema.
Porém, estando na lida diária,
entre as musas e eu há desencontro.
Eu sinto-me poeta entre os poetas,
que legaram ao futuro nome e versos,
e ao mesmo tempo solitário estou,
anônimo em meio à multidão.
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