Cada dia mais estranho é o meu
rosto
defrontado ao espelho nas manhãs
que anunciam o frescor de um novo
dia,
e no entanto o tempo esculpe a
minha face.
Não há nela o frescor da
juventude
e os sulcos são como erosão da
idade.
Se ainda em meus sonhos há vigor,
meu corpo mais frágil se vai
tornando,
e aos poucos vai tomando a
aparência
do cadáver que um dia há de ser.
O espelho vai assim me preparando
para o fim inevitável de mi’a
vida.
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