Na mi’a infância – num passado
tão distante –
aprendi a procurar entre as
nuvens
as figuras que minha mente
descobria,
mas que, etéreas, logo se
esmaeciam.
Quando à noite a energia acabava,
uma vela vinha iluminar a sala.
Na parede, mãos projetavam
figuras,
que meus olhos infantis
reconheciam.
Aprendi, assim, com a imaginação,
a criar um mundo além deste que
há.
Creio que foi nessa fase que
aprendi
a olhar o mundo como um poeta.
Nenhum comentário:
Postar um comentário