quinta-feira, 12 de novembro de 2015


Na mi’a infância – num passado tão distante –
aprendi a procurar entre as nuvens
as figuras que minha mente descobria,
mas que, etéreas, logo se esmaeciam.

Quando à noite a energia acabava,
uma vela vinha iluminar a sala.
Na parede, mãos projetavam figuras,
que meus olhos infantis reconheciam.

Aprendi, assim, com a imaginação,
a criar um mundo além deste que há.
Creio que foi nessa fase que aprendi
a olhar o mundo como um poeta.


Nenhum comentário:

Postar um comentário