quinta-feira, 12 de novembro de 2015


Passageiras são na vida as coisas todas,
inclusive as amizades que, a seu tempo,
fizeram de dois amigos um só ser,
em perfeita união, qual mão e luva.

Onde os grandes companheiros do passado?
Qual o fim da professora tão amada?
E os amores da infância, onde estarão?

Como podem dois inseparáveis seres
por caminhos tão diversos prosseguirem,
sem jamais se reencontrarem pela vida?

Quantos foram já levados pela morte,
sem que o soubesse eu para chorá-los,
ou lembrar aquilo que juntos fizemos?

Talvez em outro lugar exista alguém
refletindo a vida sua no passado;
minha imagem envolta em névoas vislumbrou,
sem saber se morto estou ou ‘inda vivo.   


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