Passageiras são na vida as coisas
todas,
inclusive as amizades que, a seu
tempo,
fizeram de dois amigos um só ser,
em perfeita união, qual mão e
luva.
Onde os grandes companheiros do
passado?
Qual o fim da professora tão
amada?
E os amores da infância, onde
estarão?
Como podem dois inseparáveis
seres
por caminhos tão diversos
prosseguirem,
sem jamais se reencontrarem pela
vida?
Quantos foram já levados pela
morte,
sem que o soubesse eu para
chorá-los,
ou lembrar aquilo que juntos
fizemos?
Talvez em outro lugar exista
alguém
refletindo a vida sua no passado;
minha imagem envolta em névoas
vislumbrou,
sem saber se morto estou ou ‘inda
vivo.
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