Retornei àquela casa onde guardo
as lembranças de mi’a vida e de viagens.
Encontrei-a abandonada, suja, decadente,
escura, abafada, insalubre.
Com dor no coração olhei à volta,
revendo livros, quadros, esculturas −
tantos objetos que outrora
trouxeram-me alegria aos olhos e à alma.
No entanto, pareceram-me indiferentes
e mesmo sem sentido ao olhá-los.
Agonizante pareceu-me a minha casa,
como eu também me sinto atualmente.
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