Quero ofertar-Te mi’a vida
como o Teu Filho na cruz,
fazer a Tua vontade,
ao meu eu renunciar.
Confio em Tua Palavra ,
em Teu projeto de amor,
por isso oferto-me inteiro
para, assim, ressuscitar.
Mas dói-me o coração –
mais que renunciar à vida –
renunciar ao talento
que, creio, veio de Ti.
Sinto que sou um poeta
ungido um dia por Ti
para tornar-me Contigo
demiurgo co’as palavras.
Prego na cruz meu engenho,
que é parte de mi’a vida.
Que morra eu, o poeta.
Ressuscite os meus poemas.
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